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domingo, 18 de março de 2012

Materia do jornal folha do lago com Trio parada dura

Se depender da nova geração, Trio Parada Dura ainda fará muito sucesso



Na sala onde aconteceu a coletiva de imprensa, a maioria dos repórteres e jornalistas inscritos não tinha 30 anos. Presente também estava um pessoal de mais idade (fãs), que realizaram o sonho de ao menos tirar uma foto e felicitar o grupo. Uma destas, e bem jovem por sinal, foi a biomédica Cíntia Bueno, de 25 anos. Ela veio de Cascavel e conseguiu autorização para entrar na sala e acompanhar a entrevista com Mangabinha, Leone e Leonito.
“Eu cresci escutando Trio Parada Dura; são músicas de cultura, que transmitem uma mensagem”, disse Cíntia depois de até conseguir uma foto cm os três. “Eu realizei um sonho. Ainda tô com as pernas meio moles”, disse ela enquanto aguardava o início do show na Expobel.
O prestígio junto às novas gerações exemplifica a sólida carreira que o Trio Parada Dura tem e garante ao grupo mais vários anos de sucesso, contrariando a tendência de que o sertanejo clássico está ultrapassado. “A criançada canta com a gente, graças a Deus. Não é música só para os idosos não, a criançada de 17, até 14 anos de idade, sabe cantar as músicas do Trio Parada Dura”, disse Leonito, o vocalista principal.
Por falar em sertanejo clássico, na coletiva não passou em branco o pedido da opinião dos três sobre o sertanejo universitário. Leonito disse que até vê com bons olhos a ascensão do gênero musical, mas que o Trio Parada Dura mantém seu estilo próprio. “Nós temos o nosso estilo, não vamos mudar; a gente gosta de fazer o que fazemos, mas o universitário tá aí, o povo gosta”, afirmou.
Mangabinha: “Eu não quero morrer não”
Carlos Alberto mangabinha Ribeiro denuncia que é mineiro pelo sotaque. Nascido em 1940, pegava escondida a sanfona de oito baixos do pai para tocar. Já foi bóia-fria e tem 45 anos de carreira artística. É ele o fundador do Trio Parada Dura, formado em 1973 junto com Delmon e Delmir.
Ao longo destes quase 40 anos, o Trio já teve várias formações; com Creone e Barrerito e depois com o irmão deste último, Parrerito. “Mas eles acharam que eu ia morrer, porque eu tava muito doente, aí na época e eu tive a felicidade e encontrar esses dois caboclo aí que são melhor do que eles ainda, graças a Deus, que são muito bão”, disse, se referindo ao Leone e Leonito.
Já cansado da lida nas várias décadas como artista, Mangabinha se mostrou bastante abatido, mas não menos contente. Em um dos momentos da entrevista, em que Leonito falava que todos um dia irão morrer, Mangaba, como é chamado pelos companheiros, ironizou: “Eu não vou morrer não”.
Sentado, o fundador do grupo aguentou toda a apresentação, tocando os maiores sucesso e interagindo com o público, da forma com que havia garantido: “porque Trio Parada Dura canta o sucesso antigo e o povo canta junto. Você vai ver que pede, nós vai e toca e o povo canta junto”.